domingo, 31 de janeiro de 2010

Amor?!?!?

Amar e ser amado, não é algo que todos queremos?

A vida não faria sentido se estivéssemos sozinhos, sem ninguém ao nosso lado para nos dar aquele sorriso que nos faz sentir únicos, aquele beijo meigo, aquele abraço quente, aquela palavra de carinho e conforto, aquele mimo que nos faz sentir amados e desejados, que nos faz sentir que somos “a/o tal”.

Hoje em dia, falar sobre o amor é algo banal, de tal forma que já ninguém dá valor ou entende o real significado da palavra e de tudo o que ela acarreta. Fala-se de amor em todo o lado e a toda a hora, nas revistas, na televisão, nas paredes das escolas, nas letras de músicas… mas no fundo ninguém respeita esta palavra.

Muitos livros e documentários se elaboram para ajudar casais em apuros, para os homens entenderem as mulheres, para as mulheres entenderem os homens… e para quê? Cada vez mais se realizam divórcios, os namoros terminam por coisas supérfluas, as pessoas já nem tentam adaptar-se um ao outro porque isso dá muito trabalho!!

Hoje em dia até as relações são de plástico, ao fim de umas horas de se conhecerem já fazem juras eternas e ao fim de uns dias insultam-se e vai cada um para seu lado porque não estão para ceder nos seus caprichos individuais em prol do outro.

Gosto de dar mimo, mas também gosto de receber…gosto que se lembrem de mim quando não estou por perto e sorriam com a minha lembrança, gosto que me digam uma palavra de carinho, gosto de me sentir segura, aconchegada, desejada… não gostamos todos?

“Todos os dias” é preciso inovar, mudar, melhorar, reconstruir

Nunca tenham medo de dizer que não gostam de algo, mas também não se inibam de dizer que gostam. As coisas más devem ser apontadas, mas não destacadas de um todo, para não correrem o risco de serem generalizadas por quem as ouve.

Sejam únicos e leais a vocês próprios, lutem pela vossa felicidade. É uma luta por vezes dolorosa, mas necessária porque só assim o nosso coração estará pronto para receber alguém de verdade!!

Amar não é fácil ao contrário do que muita gente diz! É um sentimento que requer cuidados, atenção, entrega…nada cai do céu e não há príncipes nem princesas encantadas, há homens e mulheres com qualidade e defeitos. Amar implica respeitarmo-nos uns aos outros como um todo e aprender a coexistir com essas características. Implica fazermos sentir que a pessoa que está do nosso lado é a “certa”, aquela que não é perfeita, mas é aquela que nos ama e nos faz feliz. Implica dizer e demonstrar tudo isso em palavras e actos porque…simplesmente sabem bem ouvir e sentir!

É impressionante como algumas pessoas têm medo de sentir, de amar…de viver!! Uns banalizam as palavras e outros nunca as dizem com medo ou vergonha, nem sei bem…
As palavras foram inventadas para serem ditas e se temos capacidade de ter sentimentos e nos diferenciarmos dos animais irracionais, porque não o fazemos?!?!

Ninguém é insubstituível e devemos que pensar que se não dermos valor a quem temos do nosso lado, o encanto desaparece e deixamos fugir alguém que nos amava de verdade…

Amar não é simplesmente estar na relação, é lutar pela sua subsistência!

2 comentários:

  1. Quem fala assim não tem medo de nada, lol.
    Concordo plenamente, gata.
    Seja como for, tenho algumas dicas que posso aqui apontar.

    A vida é mesmo assim - há um emaranhado de coisas que nos moldam, todos os dias são diferentes e os casais devem entender que há períodos mais favoráveis e outros menos.

    O que importa é que ambos os elementos de uma relação entendam mesmo assim que devem estar juntos ( ou não ). Nem que haja 1% de amor, conta sempre.
    Tanto um como outro elemento do casal devem perceber que falham e que os resultados dessa falha provocam momentos menos interessantes.
    Quando se erra, é preciso aprender a colher os frutos desse mesmo erro.

    Muitas vezes as pessoas não percebem isso e nunca compreenderão as consequências de tal.
    Normalmente há a rotura porque não há adaptação a essas consequências.

    Por isso, na minha perspectiva, uma relação deve ser pura, mas não deve ser maioritariamente espontânea, deve ter também racionalidade.
    Quando se é espontaneo e sem racionalidade, aparece o ciúme, as atitudes do "perder a cabeça ", a angústia, a desconfiança.
    É como se designa o "amar cegamente".
    O amor cego é algo que lemos nos livros, é quando tudo é um conto de fadas, nada mais acontece na vida à volta.
    Só que a vida não é assim. Multiplos desafios existem à volta e nada é um conto de fadas. Há dificuldades de todo o lado.
    O que é necessário é haver discernimento no acto de amar. O amor deve estar acompanhada da racionalidade e não da cegueira. Deve ser puro, mas racioinal. Assim há felicidade, pois entendemos o que se passa à nossa volta.

    Lembra-te que importante não é somente entender o comportamento do outro, mas também perceber o nosso próprio comportamento.
    Por vezes os feitios dos 2 elementos do casal diferem, há por isso uma adaptação de um ao outro. Mas há certas situações em que deve haver um acerto em termos comportamentais, pois senão dificilmente um casal sobrevive a esse desacerto.

    Quanto ao amor...bem, o amor é diferente para todos, a sua forma de interpretar o mesmo pode ser diferente na perspectiva de quem o recebe.
    Nesse caso deve haver uma adaptação. O amor quando existe, é sempre amor, apesar de ter diversas formas de expressão.
    Nesse caso, julgo que deve haver a tal adaptação. Quando não a há, normalmente a relação acaba por não haver o tal entendimento na "forma de expressão ".

    Quando não há amor, pura e simplesmente a relação nem sequer chega a começar...

    É um tema interessante aqui para os leitores do teu blog, numa altura em que o dia dos namorados está perto.

    Beijo Gata.
    Tony

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  2. Como eu disse, não existem príncipes, nem princesas encantados, existem homens e mulheres e o segredo consiste na aprendizagem que fazemos em nos adaptar às necessidades um do outro...
    Quando dizes para "eu me lembrar de..." isso já eu o faço todos os dias, uns mais que outros porque não sou perfeita!
    Neste texto pretendi apenas demonstrar o que penso da falta de amor que por aí anda, apesar de tanto se falar dele...
    Em relação à racionalidade, o amor deve mexer 70% com o coração e 30% com a cabeça, o problema é que para muita gente é precisamente o contrário, pensam mais do que o que sentem e depois sofrem as consequências (como tu dizes e muito bem!).

    Beijo gato
    Lisete

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